21/07/2019 às 20h00min - Atualizada em 21/07/2019 às 20h00min

Sala de medicação reduz permanência de pacientes no HRT

Medida tomada por profissionais da saúde em Taguatinga resultou em 12,1 mil atendimentos – e numa economia de R$ 62 milhões em 2 anos

Agência Brasília
Em dois anos e seis meses, foram realizados 12.150 atendimentos, liberando 8.862 leitos-dia, o que resulta em uma economia de cerca de R$ 62 milhões para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. (Reprodução/Facebook)

A aplicação de medicação endovenosa (na veia), realizada na sala de medicação-dia, trouxe impacto econômico e humano positivos. Como realiza o atendimento ambulatorial no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), o serviço favorece a desospitalização, aumenta o giro de leitos e otimiza o uso dos recursos públicos.

Em dois anos e seis meses, foram realizados 12.150 atendimentos, liberando 8.862 leitos-dia, o que resulta em uma economia de cerca de R$ 62 milhões para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Idealizadora do projeto, a médica infectologista Heloisa Ravagnane explica que a iniciativa surgiu da necessidade do giro de leitos em alguns setores do hospital, em especial naqueles onde havia pacientes que ficavam internados apenas pela necessidade de aplicação de antibióticos. A medida logo foi apoiada pela gestão local.

“Inicialmente, fizemos este trabalho visando o pronto-socorro e a Ortopedia, porque os pacientes ficavam internados só para tomar antibiótico. A ideia era realizar a visita na Ortopedia para diagnosticar os pacientes estáveis que poderiam tomar o medicamento oral, liberando o leito para aqueles que viessem do pronto-socorro, aumentando a rotatividade de leitos”, explica a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Lucilene Florêncio.

 “Com uma sala de medicação de atendimento ambulatorial, o paciente não precisa mais dar entrada no pronto-socorro, passar pela classificação de risco, ganhar uma classificação verde ou azul e ser atendido depois de diversas horas”, acrescenta Heloisa Ravagnane.

Bons resultados

Nesses dois anos de atividades, foram realizados 12.150 atendimentos, sendo que, desses, 8.684 foram destinados ao recebimento de antibióticos. O segundo medicamento mais procurado foi o Noripurum (reposição de ferro), com 1.482 atendimentos.

 

De acordo com a médica, os valores pagos pelo Ministério da Saúde, tabelados, chegam a aproximadamente R$ 0,62 por medicação, seja antibiótico ou dipirona. Com isso, para calcular os valores economizados com a implantação da sala de medicação, Heloisa considerou algumas possibilidades.

“Posso dizer que foram 12.150 fichas de pronto-socorro a menos, porque esses pacientes já não passam mais pelo médico como antes. Ou posso fazer um cálculo, por exemplo, quando um leito de UTI é judicializado e o paciente vai para um hospital privado e o custo gira em torno de R$ 7 mil”, calcula Heloisa. “Se, para antibiótico, eu usei esse tanto de atendimento (8.684), e se eu fizer essa multiplicação, teremos R$ 62 milhões economizados no período. Só com uma salinha e com os funcionários”, avalia.

Inicialmente pensada para atender à demanda de aplicação intravenosa de antibióticos, a sala de medicação-dia ampliou, ainda no primeiro mês, a oferta de medicamentos, possibilitando que também as unidades básicas de saúde da região pudessem encaminhar os pacientes diretamente para tomar a medicação necessária.​

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