07/12/2018 às 12h20min - Atualizada em 07/12/2018 às 12h20min

Ministro da Saúde diz que há ‘plano B’ em caso de sobra de vaga no Mais Médicos

Inicialmente foram 35 mil inscritos no programa, dos quais 8.394 escolheram suas cidades.

Agência Senado

Gilberto Occhi participou de audiência na Comissão Mista de Orçamento. (Geraldo Magela/Agência Senado)

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, informou a parlamentares que 123 vagas do Programa Mais Médicos ainda não haviam sido preenchidas, na véspera do fim do prazo de inscrição. Ele disse que o governo tem um “plano B” caso haja desistências de profissionais já inscritos e continue sobrando vaga. O representante do Executivo participou nesta quinta de uma audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

Occhi explicou que o edital estará aberto até as 23h59 desta sexta-feira (7) e disse esperar que as vagas sejam preenchidas. Se isso não ocorrer, o programa será aberto para médicos brasileiros formados no exterior.

— O profissional tem até 14 de dezembro para se apresentar. Caso isso não aconteça, temos um plano B. Já no dia 17, na segunda-feira, vamos publicar novo edital abrindo oportunidade para brasileiros formados no exterior, estrangeiros e mais os médicos brasileiros com CRM [registro no Conselho Regional de Medicina] — adiantou.

Conforme o ministro, inicialmente foram 35 mil inscritos no programa, dos quais 8.394 escolheram suas cidades. Desses, 3.700 já entraram em contato com as respectivas secretarias municipais de Saúde. O governo está ofertando 8.517 vagas no total em 2.824 municípios.

Adesão

O ministro informou que o governo agiu rápido logo depois que Cuba anunciou a retirada de seus profissionais. Segundo ele, no início não se tinha certeza de uma adesão tão grande na abertura da primeira convocação.

Occhi relatou que o ministério chegou a cogitar o uso dos formados em medicina que fizeram o Fies. Nesse caso, o governo lhes pagaria uma bolsa, além de oferecer proposta para o financiamento ou pagamento da dívida.

— Enquanto ele estivesse prestando o serviço num determinado local, assumiríamos o financiamento que ele deve ao governo e pagaríamos ainda uma bolsa para ele se manter em qualquer cidade brasileira.

O ministro prestou contas ao Congresso sobre indicadores e o desempenho orçamentário do Sistema Único de Saúde (SUS) nos dois primeiros quadrimestres do ano. Essa prestação de contas periódica é uma exigência da Lei Complementar 141, de 2012, que estabelece recursos mínimos a serem aplicados na saúde. Na audiência desta quinta, ele afirmou aos parlamentares que em 2018 haverá aplicação recorde de recursos na saúde.

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