02/11/2018 às 15h25min - Atualizada em 02/11/2018 às 15h25min

Bolsonaro se reúne com embaixador dos Estados Unidos no Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro conversa em uma reunião privada no Rio de Janeiro, com o embaixador dos Estados Unidos (EUA) no Brasil, P. Michael McKinley. O diplomata americano, que está deixando Brasília, ficará definitivamente como assessor do chefe do Departamento de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

EBC

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, conversou com o presidente eleito Jair Bolsonaro no dia seguinte ao segundo turno (Foto:Reprodução)


Há três meses, P. Michael McKinley acumula as funções de embaixador no Brasil e também de assessor de Pompeo. Seguranças norte-americanos estiveram no condomínio onde mora Bolsonaro para verificar o local e observar eventuais ameaças e riscos.

Bolsonaro disse, em várias ocasiões, que tem admiração pelo presidente norte-americano Donald Trump e que irá aos Estados Unidos acompanhado pelo general da reserva Augusto Heleno, confirmado para a pasta da Defesa, e Paulo Guedes, que assumirá o superministério da Economia. Ele e Trump conversaram por telefone após o resultado das eleições.

O presidente eleito afirmou que pretende conversar com Trump sobre acordos na área militar, negociações comerciais e também questões regionais. Assim como o norte-americano, Bolsonaro é crítico do governo de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela.

Outra preocupação na região é com a Nicarágua. Há Há seis meses, o país vive em clima de confronto entre civis e agentes do Estado. As manifestações são rotineiras e há denúncias de desrespeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão.

No último dia 29, logo após a eleição, Pompeo telefonou para Bolsonaro para parabenizá-lo. Em nota, o Departamento de Estado reiterou a parceria entre os dois países.

“Eles [Pompeo e Bolsonaro] discutiram a colaboração em questões prioritárias de política externa, incluindo a Venezuela, combatendo o crime transnacional e formas de fortalecer os laços econômicos entre os Estados Unidos e o Brasil, as duas maiores economias do Hemisfério Ocidental”, informou nota divulgada pelo Departamento de Estado.

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