01/07/2018 às 17h30min - Atualizada em 01/07/2018 às 17h30min

Contexto: Lula e Dilma também faltaram a debates durante campanha eleitoral

Estratégia para evitar confrontos também foi usada por Pezão e Crivella

Agência o Globo
Em 2006, Lula que disputava a reeleição, deixou de participar, no primeiro turno, do debate promovido pela TV Globo. (Reprodução/Facebook)
A eventual estratégia do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, de não participar de debates e evitar o confronto com seus adversários já foi usada em outras eleições por candidatos a presidente, a governador e a prefeito de capitais. Seja para fugir da exposição ou por falta de espaço na agenda, não foram poucas as vezes que cadeiras ficaram vazias nos debates de emissoras de TV e jornais.

Em 2006, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputava a reeleição, deixou de participar, no primeiro turno, do debate promovido pela TV Globo. Ao lado da cadeira vazia de Lula, os então candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do PSOL, Heloísa Helena, e do PDT, Cristovam Buarque, encontraram a porta aberta para duras críticas ao petista. Lula foi chamado pelos adversários de “corrupto”, “traidor” e “covarde”.

Três horas antes do início do debate, Lula justificou sua ausência em carta enviada à emissora. Para o então presidente e líderes petistas, não participar do debate seria menos arriscado do que virar alvo de todos os adversários. “Não posso render-me à ação premeditada e articulada de alguns adversários que pretendiam transformar o debate desta noite em uma arena de grosserias e agressões, em um jogo de cartas marcadas”, alegou Lula, na carta.

A ex-presidente Dilma Rousseff também faltou a debates. Em 2010, quando disputou a primeira vez o Palácio do Planalto pelo PT, Dilma faltou ao embate promovido no primeiro turno pela TV Gazeta em parceria com o jornal “O Estado de S.Paulo”. Os então candidatos do PSDB, José Serra, do PV, Marina Silva, e do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, também fizeram a petista de principal alvo de críticas. Dilma foi chamada de “blefe”, candidata “inventada” e “invenção marqueteira”. Para justificar sua ausência, a então candidata alegou outros compromissos de campanha já acertados. Além do debate da TV Gazeta, Dilma também deixou de participar de embates promovidos pelas TV Canção Nova e Rede Aparecida de TV — em parceria — e pelos portais IG, MSN, Terra e Yahoo! 

Quatro anos depois, a petista voltou a lançar mão da cadeira vazia. Em busca da reeleição, Dilma desistiu de participar no primeiro turno do embate presidencial promovido pela TV Cultura e o “Estado de S.Paulo”. A então candidata pelo PSB, Marina Silva, também anunciou que não compareceria. O debate acabou sendo cancelado.

Também em 2014, os então candidatos ao governo do Estado do Rio, Luiz Fernando Pezão — que acabou sendo eleito — e Marcelo Crivella — então senador e hoje prefeito do Rio — desistiram, no segundo turno, de participar de um debate na TV Record, o que levou a emissora a desistir de organizar um novo embate. Já em São Paulo, Geraldo Alckmin, que buscava a reeleição de governador, faltou ao debate da TV Bandeirantes, também no primeiro turno, alegando problemas de saúde.

Crivella também faltou a debates em 2016, quando disputou a prefeitura do Rio. O então candidato do PRB deixou de participar de embates no segundo turno com o deputado Marcelo Freixo, do PSOL, organizados pelo SBT e pelo GLOBO.
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