18/04/2017 às 08h00min - Atualizada em 18/04/2017 às 08h00min

Herson Capri, o Gordo de Rock story, afirma: O ponto número um numa relação é o sexo

Agência O Globo

Herson Capri, o Gordo de Rock story, afirma: O ponto número um numa relação é o sexo (Foto: Divulgação)

 

Não se assuste, pessoa, se eu lhe disser que Herson Capri é amor da cabeça aos pés. Aos 65 anos, o ator faz cair por terra a teoria, defendida pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, de que toda unanimidade é burra. O sucesso de Gordo em “Rock story” alçou o intérprete do dono da Som Discos ao posto de sonho de consumo de mulheres jovens e maduras. Na novela das sete, o empresário romântico e naturalmente sedutor arranca suspiros de Eva (Alexandra Richter) e Nanda (Kiz Vaz). Mas, fora da ficção, todos os olhares do artista se voltam em uma única direção. 

— Susana (Garcia) é o maior encontro da minha vida. A gente se ama, é muito apaixonado e o sexo é uma maravilha. Se não fosse, a gente não estaria junto há quase 22 anos. O ponto número um numa relação é o sexo. O número dois é a conversa, a parceria. É claro que a gente tem briguinhas, discussões e discordâncias, mas passar por isso só melhora, só faz a relação crescer. Não posso me queixar da vida. Sou muto feliz no amor. Agora só falta Gordo se acertar nesse sentido — torce o marido da médica e produtora cultural, que é irmã de Mônica Martelli. 

Como a vida é boa, nos próximos capítulos, o personagem vai voltar para os braços de sua amada, Eva, de quem se separou graças a uma armação de Nanda (Kizi Vaz), a secretária que transformou o amor platônico que sentia pelo patrão em obsessão.

— A torcida pela reconciliação é geral. Gordo é um homem real, mas raro. Seduz sem fazer força, é refinado no sentido moral e ético, além de ter uma visão feminista, contemporânea — elogia, referindo-se ao empresário conhecido por usar o bordão “cara” o tempo todo. 

Ser porta-voz do homem ideal que habita o imaginário feminino fez a popularidade de Herson subir vertiginosamente justamente no ano em que comemora meio século de teatro, onde sua carreira começou. 

— Sempre achei que o meu público era de mulheres mais velhas, de 50, 60 anos, mas agora sou abordado por tipos de todas as idades. Só não recebo cantadas. A aproximação é sempre com respeito. Recebo elogios de que estou em forma e muito bem para a minha idade — diverte-se. 

Virar sensação na chamada terceira idade não é nada mal, ainda mais levando-se em consideração que Herson não se esforça para dar a impressão de que o tempo não passou para ele.

— Eu me cuido. Caminho, corro, nado, faço musculação. Quando pratico uma atividade física, sou melhor em tudo, seja no raciocínio, na memória, ou para brincar com a minha filha caçula (Sofia, de 2 anos). Faço exercício pelo meu bem-estar, não por vaidade — conta o ator, que rejeita o rótulo de galã: — Acho esse termo pejorativo. 

Se tem uma coisa que Herson não faz é perder tempo em frente ao espelho para dar aquela conferida básica na aparência ou para escolher o que vai vestir. 

— Não sou vaidoso. Gosto de conforto, de roupa larga. Se deixar, saio de casa usando uma camisa que parece pijama. Ainda bem que Susana me orienta. Minha mulher é meu norte, meu sul, meu leste e meu oeste. Ela é tudo para mim — declara-se. 

Talvez esteja nesse banho de amor o segredo para Susana não se incomodar com o sucesso que o marido faz com mulheres das mais diferentes gerações: 

— Susana não tem um pingo de ciúme. Tem orgulho dos elogios que recebo, do momento que estou vivendo. 

Um dos pilares dessa parceria de mais de duas décadas é a confiança. 

— Somos um casal exclusivista, monogâmico. Não há espaço para traição. Já tive uma relação em que cada um fazia o que queria. Mas é claro que lá na frente não deu certo. Não conheço um relacionamento aberto que tenha dado certo — observa o intérprete de Gordo, que foi traído por Laila (Laila Garin) em “Rock story”.

Ligado à família, o pai de Laura, de 38 anos, e Pedro, de 36, — frutos da sua primeira união — e de Lucas, de 19, Luiza, de 16, e Sofia, de 2, não esconde que é do tipo babão: 

— Sofia é mais novinha, mimada, faz o que quer (risos). Sou paizão. Troquei fralda de todos os meus filhos, dei mamadeira, banho, sempre fui presente. A única coisa que mudei em relação a eles é que, com a maturidade, passei a ser mais tolerante. Depois dos 40, meu humor mudou. Fiquei mais relaxado, passei a buscar a alegria, a felicidade, afinal tenho muitos motivos para sorrir.

 

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