16/02/2017 às 19h30min - Atualizada em 16/02/2017 às 19h30min

Movimentação portuária registra queda de 1% em 2016

Os portos brasileiros movimentaram 998,068 milhões de toneladas durante o ano passado, uma queda de 1% em relação ao ano anterior

EBC

Movimentação portuária registra queda de 1% em 2016 (Foto:Divulgação)

 

Em 2015, a movimentação havia sido de 1,007 bilhão de toneladas. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

De acordo com o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, a queda, considerada pequena, foi impactada pela quebra de safra do milho, que levou à baixa na movimentação de 37,5%. “Este ano [houve] uma pequena queda. A gente poderia nem falar em queda, se não tivesse ocorrido o veranico em algumas regiões do Brasil”, disse.

O milho movimentou 21,4 milhões de toneladas nos portos brasileiros em 2016, um declínio de 37,5% em relação ao ano anterior. A soja movimentou 61,9 milhões de toneladas, uma queda de 3,2%. A carne, cuja movimentação girou em torno de 6,3 milhões de toneladas, teve uma queda 4%. A navegação de longo curso registrou queda de 1,7%, influenciada pela recessão e variação do câmbio.

Os principais produtos movimentados foram minério de ferro, com 376 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%, estimulado pela demanda proveniente da China. Combustíveis, cuja movimentação foi de 223 milhões de toneladas, registraram queda de 3,8%, influenciado pelo cenário econômico.

Os terminais de uso privado responderam por 66% da movimentação, restando 34% aos portos organizados. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação civil, Maurício Quintella Lessa, disse que o Porto de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, destacou-se com 29,1% de aumento na movimentação.

Prioridades

Quintella declarou que a junção de ministérios feita pelo governo Michel Temer, que agregou rodovias, aviação e portos, além das agências reguladoras Antaq e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Infraero e a Secretaria de Portos criou um “ministério gigante”, o que trouxe vantagens. “Pela primeira vez na história, temos oportunidade de pensar em todos os meios de transporte de forma interligada”, disse.

Segundo ele, a prioridade do governo são as dragagens dos portos. No último dia 8, o ministro assinou o contrato de dragagem de aprofundamento e adequação do acesso ao Porto de Santos, com investimento de R$ 369 milhões. A segunda prioridade do governo será melhorar o acesso aos portos brasileiros. Quanto às rodovias, foram selecionadas 89 obras – 56 delas devem ser concluídas até o final do governo Temer.

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